Pular para o conteúdo principal

Algumas coisas de você devia ter ouvido em 2014.


A preguiça não me deixa esboçar uma lista completa do que vi, ouvi, li e do que achei dessas respectivas coisas em 2014, e olha que nem foram tantas assim. Mas, assim na coxa, vou compartilhar algumas coisas que, creio, você não pode deixar passar a batido.

Jack the Joker - In the Rabbit Role

Banda cearense de Metal Progressivo, faz um som excelente, tipo exportação, unindo talento, técnica e bom gosto em composições que são complexas, mas não se perdem em sua própria complexidade, erro recorrente em bandas progressivas. Percebe-se alguma coisa de Symphony X no som e ao mesmo tempo muita originalidade nas composições.

Sonzera daquelas de conquistar na primeira audição, meus destaques: Darkness No More, Nothing Last Forever e Amplitude Experience, uma faixa de instrumental que é uma verdadeira tour de force dos instrumentistas da banda, vai te jogar na estratosfera.



Machine Head - Bloodstone & Diamonds

Acabou que não foi o Mastodon nem o Slipknot que fez o melhor albúm de Heavy Metal do ano passado, essa glória foi pra os americanos do Machine Head que fizeram um que puta que pariu, que som foda do caralho! Não é educado, mas é a melhor maneira de expressa o que achei desse som.

Meus destaques: Now we Die, Night of Long Knives e Game Over, o refrão dessa última vai ficar na sua cabeça por um bom tempo.




Mastodon - The Motherload

Bem, se o Mastodon não fez o melhor disco de metal do ano, pelo menos fez o melhor clipe, jogando no mesmo caldeirão rock pesado, fuleiragem, satanismo e bundas, muitas bundas, a banda fez o clipe pornochanchada mais legal do ano.

Que de quebra ainda irritou algumas pessoas pela exposição escrachada do corpo feminino.



Robert Plant - Lullaby... And the Ceaseless Roar

Se seu negócio é arte, música daquelas pra elevar a alma, então o novo disco de Robert Plant é sua praia. É o lançamento mais lindo da música, é original, é poético, é corajoso, é rock e ao mesmo tempo é world músic, é arte. Trazendo influências dos músicos tuaregs, inclusive com a participação de um deles nas gravações Juldeh Camara, Roberto nos traz uma música transcendental, bela e contemplativa.

Pensar que um músico que tinha tudo para se acomodar e viver dos louros do passado consiga se recusar a reviver sua antiga banda, a lendária Led Zeppelin, e prefira seguir novos e incríveis rumos da música. É um exemplo de dignidade. Robert é o cara!

Pena que não acho o disco inteiro no Spotify pra linkar aqui, mas vai aí minha música de destaque Embrace Another Fall.



Muitas outras coisas aconteceram em 2014, mas essas aí em cima foram as que captaram minha atenção e fizeram boa companhia aos meus ouvidos no ano que passou.

Venha 2015!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha - O Rei de Amarelo de Robert W. Chambers

  Publicada em 1895, pelo autor americano Robert W. Chambers, O Rei de Amarelo é uma coletânea de nove contos sendo os quatro primeiros de horror sobrenatural centrados numa peça fictícia, que leva o mesmo título da coletânea, e supostamente causa loucura em quem a lê. Os demais textos alteram-se entre temáticas fantásticas diversas, e contos mais realistas centrados ou no drama ou no romance. Mas é claro que o crème de la crème do livro são os contos de horror do Rei Amarelo. Esses contos influênciaram vários autores como H.P. Lovrecraft que inclusive incluiu elementos do Rei de Amarelo em sua mitologia de horror cósmico envolvendo a entidade Cthulhu tais como Hastur, Carcosa e o emblema amarelo (falaremos deles mais adiante). Elementos estes que também aparecem na primeira temporada da série True Detective, o que evidencia como a influência da literatura de Chambers tem sido duradoura, afinal é um livro de mais de cem anos de idade. Quantos aos contos segue um breve sinopse de ca...

News of the World. (ou Era uma vez em um lugar qualquer)

Ditadura de 70 anos chega ao fim em Lugar Qualquer Cicrano de Souza – Enviado especial à Lugar Qualquer. O clima continua tenso em Lugar Qualquer, o ditador Mão de Ferro teve de fugir na calada da noite junto com sua família para fugir à fúria dos manifestantes. As ruas estão tomadas de populares, os conflitos com o exército são freqüentes, as lojas estão fechadas, os turistas se escondem apavorados nos hotéis ou tentam fugir em massa através dos aeroportos congestionados. Os saques a lojas e bancos ainda continua e não há dia em que não possa ser visto carros incendiado nas ruas e estradas da grande capital de Lugar Qualquer, Cidade Grande. Os manifestantes exigem a prisão do ex-ditador Mão de Ferro, porém até o momento não se sabe onde ele e sua família podem estar escondidos. Todas as residências oficiais já foram tomadas, e as propriedades particulares do ditador foram incendiadas. Há suspeitas de que eles podem estar escondidos nas regiões m...

A Balada da Meia Noite.

O jovem senhor andava pelas ruas, as estrelas no céu, a lua cheia pairava num devaneio ilusório, cinco minutos faltavam para a meia noite. A rua esguia, calçada em tijolos, onde almas repousavam naquela noite, menos a do andarilho. A sombra do chapéu cobria seus olhos. Lá estava o velho casarão mal-assombrado, ele e seus fantasmas do passado, da janela uma sombra etérea aparecia, o fantasma da garotinha, ela lhe acenava, ele lhe retribuiu o aceno. E seguiu com a doce melodia do vento a lhe fazer companhia. O som das árvores e ar-condionados, seus passos seguiam o ritmo daquela noite profunda, a balada da meia-noite tocava, os fantasmas cantavam em um único som, suas almas se erguiam do solo, e mil coros de vozes defuntas entoavam aquela canção, era uma bela noite. O intrépido rapaz não se assutava, ele até gostava da companhia dos mortos, eles lhe aplaudiam. O jovem andarilho levava o buquê para sua amada. Lá estava a janela, ele entrou, depositou o buquê ao lado da jovem....