Escritores e suas identidades secretas. Pseudônimos não são raros na literatura. Fernando Pessoa tinha, pelo menos, uns três, inclusive escreveu-lhes biografias. Clarice Lispector também criou um para seu último livro A Hora da Estrela, Anne Rice, a mãe do vampiro Lestat também escreveu uma trilogia de obras eróticas com a Bela Adormecida sob um pseudônimo e Stephen King, o mestre do terror moderno, também teve o seu. Richard Bachman era o nome dele, sob este pseudônimo ela lançou seis livros, pela minha conta, até que um belo dia descobriram tudo. Suposições foram levantadas, King negou, alguém fez lá suas pesquisas e apareceu com a prova de que os livros de Bachman eram na verdade de King e este não pode fazer nada para provar ao contrário a não ser admitir, ele era Bachman. Assim, Richard Bachman teve uma morte prematura e hoje só existe Stephen King, mas e se Bachman tivesse resistido? Essa é a premissa que originou A Metade Sombria onde Thad Beaumont, professor e es...
Você provavelmente conhece O Fantasma da Ópera por meio do famoso musical da Broadway criado por Andrew Lloyd Webber. Mais provável ainda é que, de toda a produção, você se lembre imediatamente da canção-tema: o clássico dueto entre Christine e o Fantasma. Mas antes do musical existir, havia a obra literária original de Gaston Leroux , publicada em francês como Le Fantôme de l’Opéra . Considerado um dos grandes clássicos da literatura gótica europeia , o livro merece ocupar lugar ao lado de obras como O Médico e o Monstro , Frankenstein e Drácula . O que muitos não sabem é que existem diferenças profundas entre o livro e sua adaptação musical. E a principal delas talvez surpreenda muita gente: o livro não é exatamente uma história de amor. O Fantasma da Ópera: livro ou romance policial? Ao contrário de sua versão musical, a obra de Gaston Leroux funciona muito mais como uma mistura de mistério, suspense, terror e investigação policial . A narrativa gira em torno dos aconteciment...