Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Crônica

Mais um desses Contos de Natal

Diz-se que por aí numa dessas fazendas haviam dois amigos. Uma amizade estranha, pra alguns impossível, para outros fantásticas, para os maliciosos um tanto suspeita, mas que era amizade verdadeira isso era. Acontece que os amigos eram um porco e peru. Ambos gordos, bonitos e bem tratados, daqueles que dá orgulho de se ter no quintal, daqueles que o criador chama os amigos e diz, não acham vocês o meu peru bonito? Não acham charmoso o meu porco? Enfim, eram os dois amigos, muito amigos, passavam o dia passeando pelo quintal, discutindo sobre o clima, filosofia, esportes, ração e quem tinha mais fêmeas para cruzar. É, os dois tinham uma vida boa, ninguém podia negar, isso até chegar o dia fatídico. Acontece que era natal e na casa do dono da fazenda ia fazer uma ceia, que animais criados na própria fazenda, queria ele se exibir para os amigos, chamou até o prefeito da cidade, este por sua vez convidou o governador. Minha nossa! O fazendeiro ficou cheio de orgulho, duas personalidades...

Uma Fábula!

Havia certa vez, em uma terra cujo nome não quero me lembrar, três porquinhos, três irmãos porquinhos mais especificamente, vinham descendo uma estrada de terra, carregavam suas trouxas em suas costas e procuravam um lugar para morar. Até que acharam, um terreno, vasto, amplo e verde onde a terra era fértil e, principalmente, corria a rede de saneamento e eletricidade. Com tão boas condições de moradia os porquinhos resolveram ali habitar e ocuparam o terreno. O porquinho mais velho, achou melhor fazer tudo dentro dos padrões da legalidade e antes mesmo de começar a construir sua casa, foi atrás de regularizar a documentação do terreno junto a prefeitura. Seus irmãos, mais preguiçosos riram e começaram a construir logo suas casas, que esses papos de regularização a gente resolve depois. As casas dos irmãos mais novos estava quase pronta e o irmão mais velho ainda estava na Prefeitura tentando arrumar a documentação necessária, depois d...

Enquanto isso numa realidade não tão distante... (uma crônica)

O ano é 20xx, depois de uma série de revoluções pacíficas, algumas armadas, greves sindicais, passeatas nas ruas e uma série de épicos twittaços, foi a aprovada a lei a PLC n° 24.567 que proibiu terminantemente os abusos de chefes para com seus funcionários. As penas iam de pagamento de multa em caso de alteração no tom de voz até cinco anos de prisão no caso de café jogado na camisa. Foi uma festa para os trabalhadores, por muito tempo, isso foi bom. Porém o excesso de stress que a vida moderna causa àqueles de alto cargo somado a falta de um bucha em quem descontar as frustrações cotidianas acabou causando um série de suicídios em massa como nunca se viu na história desse país. Os nervos estavam a flor da pele, os altos executivos, secretários e até mesmo político não sabiam mais o que fazer, em quem descontar, nos filhos não podiam, a lei deles já fora aprovada muito tempo antes. A situação era grave, urgia uma medida. Foi quando surgiu a grande idéia, crie-se um cargo para isso: A...

News of the World. (ou Era uma vez em um lugar qualquer)

Ditadura de 70 anos chega ao fim em Lugar Qualquer Cicrano de Souza – Enviado especial à Lugar Qualquer. O clima continua tenso em Lugar Qualquer, o ditador Mão de Ferro teve de fugir na calada da noite junto com sua família para fugir à fúria dos manifestantes. As ruas estão tomadas de populares, os conflitos com o exército são freqüentes, as lojas estão fechadas, os turistas se escondem apavorados nos hotéis ou tentam fugir em massa através dos aeroportos congestionados. Os saques a lojas e bancos ainda continua e não há dia em que não possa ser visto carros incendiado nas ruas e estradas da grande capital de Lugar Qualquer, Cidade Grande. Os manifestantes exigem a prisão do ex-ditador Mão de Ferro, porém até o momento não se sabe onde ele e sua família podem estar escondidos. Todas as residências oficiais já foram tomadas, e as propriedades particulares do ditador foram incendiadas. Há suspeitas de que eles podem estar escondidos nas regiões m...

Dos gostos musicais

_ Cara teu aparelho de som tá quebrado. _ Quebrado? _ Quebrado _ Mas como? _ Sei lá, coloquei um disco pra tocar e saiu uns barulho estranho, fiquei até assustado. _ Uns barulhos estranhos? Que tipo. _ Sei lá véi, sei descrever não, era um barulho muito estranho mesmo. _ Hum... acho melhor ir ver isso. _ Oh é só colocar o cd daí fica esse silêncio, depois começa esses barulhos esquistos, ou é o som ou é o cd. _ ... _ Que foi? Oh se tu ta pensando que eu quebrei teu som pode tirar o cavalo da chuva, eu acabei de chegar aqui, só coloquei o cd, fiz mais nada. _ Eh... não tem nada quebrado aqui cara. _ Então o que diabos é essa barulhera esquisita!? _ É Pink Floyd PORRA!!!! Gildson Góes P.S. Essa história não é real, qualquer semelhança com fatos ou acontecimentos reais é mera conhecidência P.P.S Dedicado a todos que não gostam de Pink Floyd

O Dia em que o cidadão comum encontrou um vampiro.

Vinha por uma rua escura e deserta o cidadão comum. Voltando do trabalho, cansado, carregando sua maleta. Pensava no futebol, na sua poltrona e nas três latinhas de cerveja bem geladinhas que estava lhe esperando na sua geladeira. Foi quando ouviu passos, olhou para trás e nada viu, continuou andando com a firme impressão que alguém lhe seguia, ou alguma coisa, teve medo e apertou o passo. Porém os passos atrás dele resolveram apertar também, logo uma mão lhe agarrou o ombro e lhe jogou contra uma parede. Bateu com força, mas não desmaiou ainda viu a terrível criatura que se aproximava. Tinha olhos vermelhos, pálido como um cadáver, trazia no rosto um sorriso psicopata com longos e afiados caninos. O cidadão comum estava cara a cara com um vampiro. _Vo - você vai be-ber meu sangue? - perguntou amedrontado e sem saber nada mais adequado para perguntar. _Sim eu vou. - respondeu o vampiro, - não está na cara? O monstro lhe agarrou pelo pescoço, trouxe até suas presas e fincou na pele até ...