Pular para o conteúdo principal

Postagens

Interlúdio... (um conto civilizado)

Personagem n°1 _ Puta que o pariu, a porra desse transito num anda mais não caralho!!!! Personagem n°2 _ É bem acidente. Dialogo: n°1 com feliz traseunte. _Tu sabe que foi que houve alí na frente? _Acidente, seguido de roubo e um assassinato. _Puta que pariu como é que é? _ Um carro bateu no outro, daí os dois começaram a briga, um bandido aproveitou a confusão e roubou uma caralhada de carteira, casa e até a pistola do guarda, daí um dos motoristas muito emputecido agarrou o ladrão, encheu o coitado de porrada e descarregou a arma no outro condutor. Foi só. _ Puta merda SÓ! Imagina se tivesse sido alguma coisa. E tu tava lá é? _ Tava mermo, é que o outro ladrão tinha um parceiro mané, que sou eu. Então passa logo a grana, a joias da moça aí e me descola um cigarro. Operação efetuada, ladrão com a grana, relógio e um cigarro. _ Fogo aí mermão? - pergunta personagem n°1 _ Só mané. _ Então toma aqui vagabundo filho da puta!!!! Personagem n°1 descarrega seu calibre 38 no feliz transeunte....

Chico Fuleiro e o Diabo - Parte 2 (a mais sangrenta)

Logo pela manhã, ao acordar, lá estava escrito um pequeno bilhetinho, em sangretas letras dizia o nome dos futuros infelizes que passariam para o outro lado. Chico se levantou e leu à luz do sol da manhã de um domingo do ano de Nosso Senhor dois mil e umas cassetadas. Aquele dia, pensava o velho Chico, seria o dia de sua vida. Por sete dias Chico matou, e através de ordens específicas no papel, ele matou e esquartejou cada corpo, oferecendo os corações condenados às chamas do inferno. Sete dias ele se esgueirou na noite, atraindo e matando sete dos mais poderosos homens da cidade, o delegado, o juiz, o doutor, o advogado, o fazendeiro, o jagunço, o traficante. Cada um deles morto no facão, seus pedaços foram lançados na mata, seus sangues foram misturados e lançados de uma só vez nas águas do rio. No domingo seguinte as águas amanheceram vermelhas com o sangue da corja da cidade, dos violentos, trapaceiros, estupradores, dos maus, dos hereges, dos infames, dos poderoso e impiedosos. Po...

Chico Fuleiro e o Diabo. - Parte 1

Certa vez houve, por essas matas verdejantes, um certo senhor chamado Chico, sujeito casado, com filhos, com amantes e bastardos, desses de não gostar de trabalhar, esperto que só vendo o Senhor Francisco Fuleiro para acreditar em tamanha esperteza, roubava nas cartas, no dominó, no dado, na sinuca, na conta da cerveja e até mesmo no resultado do jogo de futebol. Era um sujeito esperto, ainda assim era pobre. Claro que isso desagradava muito nosso amigo Chico Fuleiro. Dias e dias, meses e meses, anos e anos ele matutou em como enricar, mas a riqueza não chegava não. Ela parecia até mesmo se esconder dele. Nada do que tentava parecia valer a pena, sempre meios espertos é claro, seu Chico tinha uma filosofia de que só os espertos enricavam nesse mundo e claro, ser esperto é ser malandro, é ser fuleiro. Isso seu Chico era de mão cheia. Nunca foi homem religioso, tinha lá suas superstições, mas jamais fora religioso. As únicas vezes que foi à igrejinha local, arranjara um modo de roubar pa...

Chico Papagaio e Zé Cachorro (tragedia in due atti)

Ato I - FALL Seu Chico Papagaio caminhava feliz, pelos altos dos muros, pelos altos telhados, pelas altas calhas, tudo alto, tudo belo de se ver por seus belos e alaranjados olhos de papagaio. Desconhecia sua origem, também, pouco se importava com ela. Ele queria saber de céu azulado, de nuvens brancas, de vento nas penas. Seu Chico era um papagaio feliz. Mas tinha ambições, entre elas estava o coqueiro, tão alto e esplendoroso, suas ramificações pareciam tocar o véu azul do céu, lá se sentiria entre as nuvens, voando qual fênix, estaria alto, no alto, mais alto do que qualquer momento em sua vida de papagaio de casa, cantante, falante, bicante, de riso fácil, de raiva fácil. Come muito e muito caga. Era um papagaio, era da família e era amado. Ele também gostava daqueles estranhos sujeitos da terra, que riam e gostavam das estranhas palavras que repetia. E ria-se do que repetia aquela fala tão interessante e engraçada. Ele tinha uma vida feliz. Ao não ser por seu Zé. Ô bicho rabug...

A Balada da Meia Noite.

O jovem senhor andava pelas ruas, as estrelas no céu, a lua cheia pairava num devaneio ilusório, cinco minutos faltavam para a meia noite. A rua esguia, calçada em tijolos, onde almas repousavam naquela noite, menos a do andarilho. A sombra do chapéu cobria seus olhos. Lá estava o velho casarão mal-assombrado, ele e seus fantasmas do passado, da janela uma sombra etérea aparecia, o fantasma da garotinha, ela lhe acenava, ele lhe retribuiu o aceno. E seguiu com a doce melodia do vento a lhe fazer companhia. O som das árvores e ar-condionados, seus passos seguiam o ritmo daquela noite profunda, a balada da meia-noite tocava, os fantasmas cantavam em um único som, suas almas se erguiam do solo, e mil coros de vozes defuntas entoavam aquela canção, era uma bela noite. O intrépido rapaz não se assutava, ele até gostava da companhia dos mortos, eles lhe aplaudiam. O jovem andarilho levava o buquê para sua amada. Lá estava a janela, ele entrou, depositou o buquê ao lado da jovem....