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O Preço do Amor (com adaptações)

Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha e papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu: _ Cortar a grama do jardim: R$ 3,00 _ Por limpar meu quarto esta semana. R$ 1,00 _ Por ir ao supermercado em seu lugar. R$ 2,00 _ Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia às compras. R$ 2,00 _ Por tirar o lixo toda semana. R$ 1,00 _ Por ter um boletim com boas notas R$ 25,00 e _ Por limpar e varrer o quintal. R$ 2,00 TOTAL DA DÍVIDA R$ 36,00 A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu: _ Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida. NADA _ Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti. NADA _ Pelas preocpaçõs e pelos prantos que me causates. NADA _ Pelo medo e pelas aflições que me esperam por tua causa. NADA _ Por comidas, roupas e brinquedos. NADA _ Por dedicar minha vida a ti, adaptando meu trabalho, minha mor...

Operação Feliz Natal Episódio 1 - Um maníaco a solta.

O delegado Pereira Machado jogou fora o toco de cigarro, ajeitou os óculos e saíu da viatura. Lá dentro os rapazes da perícia já tiraram fotos e jogavam produtos químicos aqui e alí. Um polícial passava o cordão de isolamento pela sala de estar de uma típica casa de suburbio. A mãe da família, chorava abraçada a sua filha, que mostra uma anormal fascinação por tudo, já o pai discutia com um polícial o porque de ele estar levando o Peru da ceia. _ Isso são evidências senhor, a perícia precisa analiasar. - retrucava o policial. O delegado se chegou perto do sargento fulano de tal. _ Então o que temos sargento? _ Um maluco chegou pelo telhado com um bando de viadinhos iluminados e gritando ho ho ho feito um doido varrido, depois entra na casa carregando um saco nas costas. Sabe Deus o que ele queria fazer com aquilo. Olha a criança tadinha, tá em choque. Nos braços da mãe a menina gritava. _ Mamãe, mamãe, eu vi Papai Noel, eu vi Papai Noel. _ Um horror. - comentou o policial. _ É, um horr...

O Diarios Secretos de Seu Zé do Churrasquinho.

Olá, eu sou o Zé. Meu trabalho é fazer churrasquinhos. Faço espetinhos de carne, misto de carne e toscana, carne e frango e só frango. Um real o espetinho, e é um dos melhores da cidade. De acompanhamento vem farofa e macaxeira no copinho. Tenho muitos clientes, mais de cem em noites movimentadas, param alunos de escola, pessoas saindo do trabalho, policiais e até alguns deputados vem da Assembléia até minha humilde banca, de carro é claro. De fato, é muita gente pegando no espeto e botando a macaxeira na boca. (desculpem, não resisti a piadinha). Minha rotina é a seguinte. Acordo de manhã, lá pelas nove, afinal chego em casa para dormir de madrugada, vou ao supermercado comprar as melhores carnes para o churrasquinho da noite, compro alguns kilos de toscana e uns tantos peitos de frango, não muito, o frango vende pouco. Depois, vou ao mercado lá no velho Chiquinho do Macaxeirão (não pensem besteira), compro as melhores manteiguinhas que ele tem e depois com um quilo de farinha de Cruz...

Enquanto isso num país civilizado qualquer...

Cavalheirismo até mesmo em horas de crise: Numa noite, numa rua mal iluminada, um cavalheiro chega através das sombras, icognito e aborda o indefeso cidadão trabalhador: _ Com sua lincença senhor, posso ter um minuto de sua atenção. - diz o desconhecido. _ Pois não, pode falar. - responde a educada vítima. _ Veja bem, isso é uma assalto e se não for incomodar, gostaria que me passasse a carteira, o celular e seu anel de ouro? _ Bem senhor, isso seria um grande incoveniente para mim, será que eu poderia me recusar a fazer isso? _ O Senhor até pode, mas infelizmente eu seria obrigado a matá-lo com esta arma, sabe como é, regras do sindicato. _ Entendo, mas até mesmo o anel? _ Infelizmente senhor. - diz o ladrão com expressão constrangida. _ Tudo bem, aqui está, poderia pelo menos ficar com meus documentos. _ Certamente, não vejo por que não. Aproveitando a ocasião, seria muito abuso pedir que não desse parte na polícia do ocorrido. _ Bem que eu gostaria. - agora a vítma faz a expressão c...

Contratempos no Trânsito.

Era uma manhã comum, num engarrafamento comum, com um Cidadão Comum. Nosso herói estava atrasado para o trabalho, e como desgraça pouca não tem graça, aquele era um daqueles dias de reunião EXTREMAMENTE IMPORTANTE PARA O FUTURO DA EMPRESA, ou coisa que o valha. Claro que justamente neste dia o trânsito tinha que estar mais lento que jabuti, além do que o carro imediatamente a sua frente estava mais lento que lesma, chegou a demorar cinco minutos para sair no sinal verde da ultima vez, quase nosso amigo ficava parado de novo. Seguindo a passo lento outro sinal vermelho. O Sol já estava quente aquela hora, o rádio tava quebrado e o cheiro de cano de descarga perfumava o ar. Enfim veio o sinal verde. Porém. Nenhum movimento no carro da frente. Educado o cidadão comum deu um suspiro “Ai Meu Deus hoje vai ser um dia daqueles”, e como seria, conjuntamente com uma educada buzinada dupla. Nada. O sujeito na frente só podia ter dormido no transito. Mais uma buzinada dupla, dessa vez mais prolon...

Um Conto Civilizado - Parte 3

O cidadão comum em: Visita Religiosa. Nosso amigo o cidadão comum, também conhecido por brasileiro médio, não tinha nenhuma religião específica, apesar disso possuía lá nos antigamentes da sua vida, um que de raízes católicas. Apesar disso, constantemente recebia visitas religiosas, e essas eram as mais variadas, sempre eram pessoas com Bíblias nos braços e folhetinhos nas mãos, vinham com gestos delicados e voz educada, e pediam para entrar. O cidadão comum, porém não tinha lá muita paciência para essas coisas, embora afirmasse a plena pulmões que respeitava todas as religiões, e respeitava mesmo, são não gostava de nenhuma delas, por isso sempre agradecia, negava a entrava, dizia uma das desculpas que guardava no estoque, e volte sempre. Daí ele voltava para a sala, tirava a blusa, abria uma cerveja e ia ver a Fórmula 1, afinal de contas era domingo, a mulher tava na missa e ele em paz. Porém certo dia, houve uma visita inesperada, estava ali o cidadão comum brasileiro médio, em seu ...

Especial 6 de Agosto. *

Zeca e Joca na Revolução: Cortando a corrente. Lá estavam nossos heróicos homens, descalços e desarmados, o rio era bem ali, mas eles ainda não imaginavam o que era para fazer, quando chegou o bom capitão. _ Meus caros serin... quer dizer, soldados. – começou em tom pomposo. – Logo ali está o rio e também a corrente, como vocês todos sabem. Nossos barcos com mantimentos não chegam, então só podemos fazer uma coisa, serrar a corrente. Para isso vocês irão mergulhar no fundo desse rio com essas serras que vamos lhes dar, mergulhem e cortem. Joca, que não tinha gostado nenhum pingo dessa idéia resolveu externar com seu bom e velho companheiro, Zeca. _ ô Zeca, tu também não ta achando que a gente vai acabar se fudendo com essa arrumação. _ Pra falar a verdade até acho, o Joca. Mas se a gente não vai ele fuzila a gente. Então é melhor ir logo. Mas Joca não muito satisfeito com a explicação de Zeca resolveu se manifestar. _ Ô meu capitão. Isso aí num vai ser muito perigoso nã...