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Descordantes ao vivo no Teatrão

A noite de 18 de abril de 2015 marcou mais um show da turnê de divulgação do disco Espera a Chuva Passar da banda Os Descordantes, o show aconteceu no Teatro Plácido Castro, vulgo Teatrão. Os Descordantes são conhecidos na cena acreana, especialmente em Rio Branco, onde já fizeram shows em festivais, pubs, bares, DCE's, Saraus e até um marcante show no quintal da casa do vocalista. Com esforço, dedicação, suor e muito amor ao que fazem eles foram construindo seu nome para além das fronteiras acreanas participando de festivais em outros Estados e sendo (bem) reconhecidos pela cena nacional. Esse ano foi uma coroação para todo os esforços da banda, com o lançamento oficial do disco, verdade que já tinham lançado "on line" ano passado, mas agora ele veio em formato físico, palpável e muito mais real, também para os ouvintes, mas principalmente para a própria banda. Gravaram no Estúdio Show Livre, onde vários artistas da cena independente já participaram e até mesmo al...

Você precisa ouvir: HARRY

Essa semana eu fiquei empolgadíssimo com o som da banda Harry, tudo começou quando, dando uma conferida nos comentários do Régis Tadeu sobre a agenda de shows da semana, me deparei com esse comentário: "Você sabia que uma das melhores bandas da cena eletrônica mundial é brasileira? Sim e isto mesmo. E a agora o grupo santista vai mostrar uma  faceta bem mais roqueira ao mostrar as canções de seu antológico álbum  Fairy Tales  (1988)   em seu formato original, com as guitarras do figuraça Johnny Hansen bem mais à frente – a nova versão deste disco foi lançada recentemente, com mais nove canções inéditas, compostas entre 1985 e 2011. Não perca este show de forma alguma!" https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis/e-show-ou-e-fria-segunda-semana-de-marco-9-a-201951140.html Quem conhece o histórico do Régis sabe que pra ele tecer um comentário desse a banda tem que ter gabarito, não perdi tempo e saí atrás de conhecer a banda. O que ouvi me surpreendeu mais...

Algumas coisas de você devia ter ouvido em 2014.

A preguiça não me deixa esboçar uma lista completa do que vi, ouvi, li e do que achei dessas respectivas coisas em 2014, e olha que nem foram tantas assim. Mas, assim na coxa, vou compartilhar algumas coisas que, creio, você não pode deixar passar a batido. Jack the Joker - In the Rabbit Role Banda cearense de Metal Progressivo, faz um som excelente, tipo exportação, unindo talento, técnica e bom gosto em composições que são complexas, mas não se perdem em sua própria complexidade, erro recorrente em bandas progressivas. Percebe-se alguma coisa de Symphony X no som e ao mesmo tempo muita originalidade nas composições. Sonzera daquelas de conquistar na primeira audição, meus destaques: Darkness No More, Nothing Last Forever e Amplitude Experience, uma faixa de instrumental que é uma verdadeira tour de force dos instrumentistas da banda, vai te jogar na estratosfera. Machine Head - Bloodstone & Diamonds Acabou que não foi o Mastodon nem o Slipknot que fez o melhor albúm ...

Evangelion vol 14

Nem sei mais quanto tempo foi desde a primeira vez que comprei o primeiro volume de Evangelion, sei que faz mais de dez anos pelo menos! E olha que cheguei atrasado, já era o volume 10 ainda pela há muito falida editora Conrad. Foi mais ou menos pelo mesmo período que assisti ao Anime na Filmoteca Acreana, não essa que tem hoje, bonita e reformada, mas a antiga, uma salinha escura, apertada e com cheiro de mofo, foi lá que vi os primeiros episódios da série que, de fato, consolidou meu gosto pelos desenhos animados japoneses, vulgo Anime, foi também a primeira que vi legendada. Antes de Evangelion já havia para mim Os Cavaleiros do Zodiaco, Dragon Ball, Yu Yu Hakusho, mas todas essas eu via na TV aberta, dubladas e confesso que pra mim tudo era desenho, não fazia muita diferença de que país vinha. Eva, apelido carinhoso, foi diferente! A começar os personagens falavam em japonês e cara, isso faz uma diferença danada pra mim, segundo tinha robôs gigantes esquisitíssimos que pareci...

RESENHA: Pink Floyd – The Endless River

Já disse no facebook , torno a dizer aqui, não confie na opinião de fã. Sou fã do Pink Floyd, logo, minha opinião sobre seu mais recente disco, The Endless River não é confiável. Mas mesmo assim vou dá-la a vocês. Quando foi anunciado o novo disco do Pink Floyd depois de mais de vinte anos de hiato, aconteceu aquele fenômeno que é uma maldição na vida de toda grande banda, a expectativa dos fãs. A banda foi sempre muito honesta na divulgação do disco sendo abertos em dizer que era um disco de sobras de estúdio da gravação do disco anterior The Division Bell, também uma homenagem ao falecido tecladista Richard Wright e por fim a última despedida do Pink Floyd. Mesmo sendo fã da banda para mim estava bem claro que a fase áurea do Floyd se encerrou com The Wall, tudo o que veio depois com Waters e Gilmour assumindo sozinhos a liderança da banda, respectivamente jamais chegou aos patamares de originalidade e genialidade musical de antes. Então, quando chegou o anúncio de The E...

Os Descordantes: duas músicas

Um nome interessante na cena musical acreana é a banda Os Descordantes, nome referente ao termo descordo, que era o nome dado ao um específico tipo de trova que discorria sobre paixões não correspondidas, daí você já pode adivinhar o tema principal das canções desse grupo, paixões seguidas de pés na bunda e muita, mas muita dor de cotovelo e tudo isso embalado não em alguma espécie de rock erudito medieval, mas na mais tradicional forma de descordo brasileiro a música brega, o samba e um pop rock melodioso e choroso. Mistura que vem funcionando muito bem ao vivo nas casas noturnas e festivais de Rio Branco e outros estados do Brasil. De fato, a banda inclusive já tem um bom conjunto de fãs, tanto é que organizou um show de lançamento numa das casas mais tradicionais de dança e música brega da capital a Saudosa Maloca lotando lugar. A grande expectativa do ano é o lançamento do primeiro disco da banda Espera a Chuva Passar, que reunirá muitas das canções pop/brega já conhecidas do p...

RESENHAS: Dois livros

O Dia Em Que O Rock Morreu – Andre Forastieri. Esse livro é um epitáfio para o Rock'n Roll escrito por Andre Forastieri, jornalista com gabarito, foi editor da Bizz, fundou a revista Herói e publicou diversos livros e mangás através de sua editora a Conrad, pioneira no ramo dos quadrinhos japoneses no Brasil, enfim um cara com bagagem pra falar de muita coisa, mas aqui o assunto foi Rock, sobre o que ele foi, como morreu e como somos todos um bando de necrófilos por continuarmos nessa teimosia de acharmos que ele ainda é relevante para o mundo. Editado a semelhança de um disco punk, porém conceitual, conceitual porque dividido em quatro partes que se alinham conceitualmente e seriam como lados A e B de um disco duplo, punk porque é livro pequeno, de textos curtos e grossos, daqueles que não deixam a gente ficar indiferente, daqueles que mexem, irritam, abalam suas estruturas, seus conceitos e por que não? Te fazem refletir. Ao mesmo tempo que enterra o rock o livro e...