quinta-feira, 26 de março de 2009

Going to Brasilia. (O Seringueiro Voador na Capital do Brasil)

Primeira parada: Goiânia.
Depois de dois longos dias de viagem, fazendo um verdadeiro tour pelas rodoviárias do norte e centro-oeste do país, através de alguns banheiros fedidos e comidas de caráter duvidoso, enfim chegamos a Goiânia, lá conseguiríamos os ingressos para o show.
A capital de Goiás é uma cidade agradável, com certeza um bom local para se viver, com calçadas amplas, vagas para estacionar, lanchonetes várias, lojas de roupas intimas que parecem sex shops, e muitos, mas muitos hospitais e clinicas, o tipo de local onde um cidadão se sente confortável para ter um infarto, nesse aspecto Goiânia não nega a fama que tem aqui no Acre. Além disso, é uma cidade cheia de espaços arborizados onde se pode passear, descansar, dormir nos bancos e coisas do gênero.
Visitamos algumas praças, fomos ao shopping, comemos num fast food, visitamos parentes, compramos lembranças, demos uns trocados para um velho bêbado que veio do nordeste tentar a sorte e não conseguiu, agora “pedia por que não tinha coragem para roubar” (sorte a nossa não?), enfim, fizemos turismo.
Chegou a quinta feira...

O Seringueiro vai a capital.
Então, mais três horas com as bundas sentadas num ônibus e finalmente Brasília, o ápice da viagem, e só como nota, depois de 48 horas de viagem de ônibus, a ultima coisa que se quer ver é um assento reclinável (e olha que ainda teríamos a volta). A capital federal, como já se sabe, é uma cidade planejada... para quem tem carro, por que andar ali é uma aventura e atravessar a rua é um esporte de risco, ou talvez seja estranheza de gente do seringal.
Em Brasília as ruas principais têm de quatro a seis faixas, as calçadas variam de minúsculas e sem espaço, chegam a espaçosas, arborizadas e com banquinhos para descanso e culminam e enormes espaços de concreto, sem descanso e sem sombra a vista pra refrescar um pouquinho, e é claro também, as partes sem calçada, que são muitas, além disso uma cidade que possui poucas faixas de pedestres e semáforos menos ainda. Isso baseado no espaço que a gente visitou que vai da Esplanada dos Ministérios (o local da onde vem aquelas fotografias bonitinhas Congresso e talz), até a Torre de Televisão, ponto alto da cidade. O clima de Brasília também é algo interessante de notar, é incomodamente quente debaixo do sol e impressionantemente frio a sombra.
Então depois de um bom turismo na base da pernada, você vê que Brasília é um grande departamento, uma cidade para se trabalhar, ou quando muito estudar, tudo funcionar em setores: setor hoteleiro, setor do comercio, setor de oficina, setor de industria, sem duvida até as bocadas são setorizadas (eta concorrência!). Por fim, se algum dia você para numa conexão de um dia inteiro em Brasília, pegue um táxi (muito mais baratos que os nossos) e visite a cidade, contemple as obras arquitetônicas do Niemeyer, e veja os prédios onde seu dinheiro é roubado e dado para os 181* diretores do congresso nacional. Uma nota ainda para as pichações, não elas não são bonitas, são aqueles riscos que só quem pichou entende, mas é interessante notar os locais extremamente absurdos onde elasestão, algumas são trabalho de alpinista! Porém Brasília, não é divertida a longo prazo, não é um bom lugar para desfrutar sua aposentadoria.
Em busca do Estádio.
Fim de tarde, resolvemos descansar os pés no shopping mais popular da cidade. Chegando lá encontramos uma leva de cidadãos de preto com blusas de bandas, eram homens e mulheres, crianças e velhos, metaleiros e emos (e não houve agressões!) todos, esperando a tão esperada hora do show do Iron Maiden.
As cinco da tarde, começamos a romaria em busca do Estádio Mane Garrincha, e depois de mais uma boa pernada, e muitos pedidos de informação achamos o lugar, antes mesmo de chegarmos nos arredores do lugar já fomos interceptados pelos vendedores ambulantes, (ô raça), e vende blusa, pulseira, cordão, bandeira e o diabo a quatro tudo com o nome do Maiden. E como todo fã escroto de metal, acabei comprando a camisa da tour. (com aquele descontinho camarada)
Depois disso tudo, fomos atrás da entrada dos pobres, ou seja as arquibancadas descobertas.



“Scream for me Brazilia!”
Com certeza não estávamos nos melhores lugares, mas tanto faz, pelo menos estávamos no show, a ala vip já estava lotada, é claro, e a pista faltava pouco pra isso, as arquibancadas, cobertas e descobertas, só lotariam pra valer na hora do show.
Tudo transcorreu em paz nas preliminares, até que o pessoal da pista começou a fazer gracinhas com o pessoal da arquibancada. Depois então de um amistosa troca de xingamentos e lançamentos de copos de cerveja (levamos banho de um deles por sinal), finalmente começou o espetáculo.
Lauren Harris, filha do baixista e fundador da banda principal Steve Harris, abriu o show, tocando um estilo que creio que fosse o Hard Rock, bem interessante e divertido, o que animou o pessoal um pouco. Depois de um intervalo de vinte minutos, veio o que todos esperavam.
O show principal começou com um vídeo mostrando a banda no Brasil, dando autógrafos, tirando fotos e fazendo caretas bregas, mostrou o avião personalizado, pilotado pelo vocalista e mestre em esgrima, Bruce Dickinson, pulando então para o vídeo de abertura da música principal Aces High.
Com set list composto exclusivamente de clássicos, compreendendo o período de 80 a 89, exceto é claro Fear of the Dark, por show do Irons sem Fear, não é show do Iron, pelo menos aqui no Brasil, a banda tocou duas horas e meia para um público de 25 mil pessoas \o/, sem mortos nem feridos. Com destaque para as musicas, Rime of Aciente Mariner, Phanton of the Opera e Wasted Years, que não aparecem muitos álbuns ao vivo. E no fim, voltamos pro hotel, cansados, com os pés doloridos e no meu caso, quase sem voz. Ou seja: FOI FODA PRA CARALHO!!!!!

E após esse texto enorme, mal escrito e cheio de tentativas pífias de humor, encerro esse post, só me sinto na obrigação de dizer mais um coisa.

Teve show do Radiohead em São Paulo. (E é só o que sei)

Até o/

Gildson Góes.
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