Pular para o conteúdo principal

A Balada da Meia Noite.

O jovem senhor andava pelas ruas, as estrelas no céu, a lua cheia pairava num devaneio ilusório, cinco minutos faltavam para a meia noite. A rua esguia, calçada em tijolos, onde almas repousavam naquela noite, menos a do andarilho. A sombra do chapéu cobria seus olhos.
Lá estava o velho casarão mal-assombrado, ele e seus fantasmas do passado, da janela uma sombra etérea aparecia, o fantasma da garotinha, ela lhe acenava, ele lhe retribuiu o aceno. E seguiu com a doce melodia do vento a lhe fazer companhia.
O som das árvores e ar-condionados, seus passos seguiam o ritmo daquela noite profunda, a balada da meia-noite tocava, os fantasmas cantavam em um único som, suas almas se erguiam do solo, e mil coros de vozes defuntas entoavam aquela canção, era uma bela noite.
O intrépido rapaz não se assutava, ele até gostava da companhia dos mortos, eles lhe aplaudiam. O jovem andarilho levava o buquê para sua amada.
Lá estava a janela, ele entrou, depositou o buquê ao lado da jovem. Ela acorda e sorri para ele, uma carícia e um beijo. Ele se despede, já é tardia a hora, ele deve ir. Mais cinco minutos ela pede, ele concede. Conversam, riem, se abraçam, mas as vozes aumentam lá fora, todos estão cantando, os mortos cantam, está tudo tão iluminado. Já vai tarde a hora, é tempo de ir embora.
A manhã vem, a jovem acorda de seu sonho. Um antigo amor de infância, agora morto. Sonhara com ele, e quisera que fosse real. A surpresa aparece em sua face, ela se ilumina com um sorriso, lá está o buquê. Um até breve.
Um dia novamente os mortos cantarão a balada da meia noite e pela sua janela entrarei. E por mais um eterno segundo feliz serei.
Ela sorri, o sol floresce, mas ela ainda ouve vozes. Mal pode esperar pelo próximo concerto.

Near

Comentários

Elynalia disse…
inspirado amore?
ficou muito bom, sempre gosto de romances com mortos ^_^
Fora disse…
Só pra ter o que comentar e engrandecer nossa cultura inútil, três erros no teu texto - quem manda usar só o Word, hein hein hein hein hein... "chapeu", "arvores" e "...os fantasmas cantava..."
irraaa \o/

Depois eu que quero pirar, eu pelo menos não cometo o pecado de assassinar meus personagens, iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

T.D.
texto legal
mas pra mim balada é festa
e o relógio badala
só pra implicar =P
Gildson Goes disse…
Obrigados pelos comentários fies leitores, tentarei sanar os erros de digitação futuramente.

Voltem Sempre.

Atenciosamente,

Near
Fora disse…
Está la coisa nova. Cara exigente, ainda fica pedindo post, ora!!!!!!!!!

Postagens mais visitadas deste blog

A Metade Sombria, de Stephen King: quando um pseudônimo ganha vida e decide matar seu criador

Escritores e suas identidades secretas. Pseudônimos não são raros na literatura. Fernando Pessoa tinha, pelo menos,   uns três, inclusive escreveu-lhes biografias. Clarice Lispector também criou um para seu último livro A Hora da Estrela, Anne Rice, a mãe do vampiro Lestat também escreveu uma trilogia de obras eróticas com a Bela Adormecida sob um pseudônimo e Stephen King, o mestre do terror moderno, também teve o seu. Richard Bachman era o nome dele, sob este pseudônimo ela lançou seis livros, pela minha conta, até que um belo dia descobriram tudo. Suposições foram levantadas, King negou, alguém fez lá suas pesquisas e apareceu com a prova de que os livros de Bachman eram na verdade de King e este não pode fazer nada para provar ao contrário a não ser admitir, ele era Bachman. Assim, Richard Bachman teve uma morte prematura e hoje só existe Stephen King, mas e se Bachman tivesse resistido? Essa é a premissa que originou A Metade Sombria onde Thad Beaumont, professor e es...

Um país que cresce pouco e paga caro: o retrato econômico de 2025 na análise do PCB

  Em um momento em que o debate econômico volta ao centro da vida nacional, o economista Edmilson Costa apresenta no site do Partido Comunista Brasileiro (PCB) o artigo “Um balanço da economia brasileira em 2025” , trazendo uma análise crítica sobre os rumos do país. O texto questiona a qualidade do crescimento registrado no último ano, sustentado sobretudo pela exportação de commodities e por setores de menor valor agregado. Costa também chama atenção para o baixo nível de investimentos e para a desaceleração econômica observada ao longo de 2025. Um dos eixos centrais do artigo é a crítica à política de juros elevados conduzida pelo Banco Central, apontada como um dos fatores que restringem o consumo, o crédito e a expansão produtiva. O autor também aborda os impactos sociais desse modelo, como a manutenção de salários baixos, além de comentar medidas recentes que buscam aliviar a carga tributária sobre trabalhadores. Vale a leitura para quem quer entender — e questionar — os...

Os Descordantes: duas músicas

Um nome interessante na cena musical acreana é a banda Os Descordantes, nome referente ao termo descordo, que era o nome dado ao um específico tipo de trova que discorria sobre paixões não correspondidas, daí você já pode adivinhar o tema principal das canções desse grupo, paixões seguidas de pés na bunda e muita, mas muita dor de cotovelo e tudo isso embalado não em alguma espécie de rock erudito medieval, mas na mais tradicional forma de descordo brasileiro a música brega, o samba e um pop rock melodioso e choroso. Mistura que vem funcionando muito bem ao vivo nas casas noturnas e festivais de Rio Branco e outros estados do Brasil. De fato, a banda inclusive já tem um bom conjunto de fãs, tanto é que organizou um show de lançamento numa das casas mais tradicionais de dança e música brega da capital a Saudosa Maloca lotando lugar. A grande expectativa do ano é o lançamento do primeiro disco da banda Espera a Chuva Passar, que reunirá muitas das canções pop/brega já conhecidas do p...