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Mostrando postagens de 2013

Hyouka – Uma homenagem escolar à literatura policial

A frente: Oreki e Chitanda. Atrás: Fukube e Ibara A ficção escolar, ou seja, aquela que é ambientada em colégios ou faculdades, é um gênero muito comum na produção ficcional para jovens, creio que por ser mais fácil criar um reconhecimento entre obra e público quando a trama se desenvolve em um ambiente familiar e com personagens na mesma faixa etária de seu público alvo. Assim é com diversas séries de TV americanas, assim é na literatura e cinema (exemplo mais fácil é a saga Harry Potter) e assim também na produção ficcional japonesa. Há no Japão um verdadeiro nicho voltado para a ficção escolar, seja nos mangás, animes, light novels, games e até mesmo na área dos eróticos. São tantas e variadas obras que é quase possível virar um especialista no sistema educacional japonês. Hyouka surgiu como uma light novel que como tantas outras é ambientada no ambiente escolar e vivida por adolescentes, com o sucesso ela acabou se tornando uma série em mangá e em seguida adaptada para...

Resenha: Uma Confraria de Tolos de John Kennedy Toole

“Quando surge no mundo um verdadeiro gênio, pode-se identificá-lo por este sinal: contra ele juntam-se em aliança todos os tolos” Jonathan Swift Ignatius J. Reily, intelectual obeso, desagradável, preguiçoso e egocêntrico, passa os dias trancado em seu quarto de camisolão rabiscando em seus cadernos suas invectivas contra a idade moderna ao mesmo tempo em que sofre de seus intensos problemas de gases. Ignatius é uma mente medieval que foi lançada catastroficamente no século errado. Para ele, o iluminismo foi uma grande mentira, a cultura não passa de um amontoado de afrontas aos bons costumes e a decência. Toda sua visão do mundo é embasada nos pensadores medievais como Boécio e Tomás de Aquino, além dos quadrinhos do BATMAN. Este é o (anti) herói dessa obra única de J. K. Toole. A história começa quando sua mãe o obriga a sair às ruas em busca de emprego, porém sua mera presença fora do lar atrai uma série de desventuras quixotescas que quase sempre acabam em co...

JON LORD CONCERTO FOR GROUP AND ORCHESTRA um legado para a música

Foi há 44 anos que um Deep Purple ainda jovem com um recém chegado Ian Gillan reuniu-se no Royal Albert Hall com a Royal Philharmonic Orchestra num grande concerto que misturava música clássica e rock, esse show terminou com a execução de uma peça escrita pelo tecladista da banda, Jon Lord, chamada de Concerto For Group and Orchestra onde banda e orquestra dialogavam, ou melhor, digladiavam-se num feroz embate entre música erudita, rock e blues. O resultado foi um disco ao vivo que por muitos anos foi o único registro desse espetáculo, pois nos anos 70 as partituras do Concerto foram perdidas acabando com as possibilidades de realizarem novamente a performance por anos. Porém, em 1999 a partitura foi restaurada por Marco de Goeji e novamente Jon Lord e o Deep Purple executaram a obra no Royal Albert Hall, dessa vez ao lado da London Symphony Orchestra, conduzida por Paul Mann, contando ainda com a participação especial de diversos artistas, dentre eles o saudoso Dio. Esse show f...

Evangelion 3.33 You Can (Not) Redo

 "Perdão, essa não era a felicidade que você queria" - Kaworu Nagisa Para aqueles que não acompanham a série, vale uma pequena introdução. Neon Genesis Evangelion foi uma série de animação japonesa surgida em meados dos anos 90 com direção de Hideaki Anno, a serie contou com 26 episódios e dois longas metragens, realizados ainda naquela década, onde o primeiro, Death and Rebirth se tratava de um “resumão” dos episódios anteriores e o segundo The End of Evangelion era a tão esperada conclusão épica da série. Evangelion é basicamente duas coisas, uma série sobre robôs gigantes, famosíssimas no Japão, e uma das visões mais originais sobre o Apocalipse onde o destino do mundo é colocado na mão de crianças problemáticas e manipulado conforme um plano milenar (os Manuscritos do Mar Morto) regido por uma organização/seita religiosa, sombria. Não vou entrar em detalhes aqui, há farto material espalhado pela internet. Mas enfim, os anos 90 passaram, Anno se envolveu em ou...

GHOST

Quando conheci a banda sueca Ghost ela já era famosa e sucesso de crítica na maioria dos sites que acompanho, mas nunca tinha me chamado a atenção, a maquiagem do vocalista e as vestimentas do resto da banda me fizeram pensar que se tratava de mais uma dessas bandas de Black Metal revoltadas com Deus e fazendo um som extremo com vocal gutural e uma bateria na velocidade da luz. Sorte minha que um amigo (valeu Oscar) me indicou a banda e me esclareceu do que se tratava, fiquei curioso, fui procurar e conheci uma das minhas bandas favoritas da atualidade. Apesar de ser recente, estrearam em 2010, o Ghost faz um som que poderia muito bem ter surgido na década de 70, não há traços de modernidade aqui tudo soa bastante datado, embora seja muito bem produzido. O vocalista apesar da aparência externa, um papa satânico, canta com uma voz limpa e até mesmo lírica em alguns momentos. O som não tem palhetadas distorcidas, efeitos eletrônicos ou coisas do gênero, ao contrário, bebe de fon...