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Mostrando postagens de 2014

Evangelion vol 14

Nem sei mais quanto tempo foi desde a primeira vez que comprei o primeiro volume de Evangelion, sei que faz mais de dez anos pelo menos! E olha que cheguei atrasado, já era o volume 10 ainda pela há muito falida editora Conrad. Foi mais ou menos pelo mesmo período que assisti ao Anime na Filmoteca Acreana, não essa que tem hoje, bonita e reformada, mas a antiga, uma salinha escura, apertada e com cheiro de mofo, foi lá que vi os primeiros episódios da série que, de fato, consolidou meu gosto pelos desenhos animados japoneses, vulgo Anime, foi também a primeira que vi legendada. Antes de Evangelion já havia para mim Os Cavaleiros do Zodiaco, Dragon Ball, Yu Yu Hakusho, mas todas essas eu via na TV aberta, dubladas e confesso que pra mim tudo era desenho, não fazia muita diferença de que país vinha. Eva, apelido carinhoso, foi diferente! A começar os personagens falavam em japonês e cara, isso faz uma diferença danada pra mim, segundo tinha robôs gigantes esquisitíssimos que pareci...

RESENHA: Pink Floyd – The Endless River

Já disse no facebook , torno a dizer aqui, não confie na opinião de fã. Sou fã do Pink Floyd, logo, minha opinião sobre seu mais recente disco, The Endless River não é confiável. Mas mesmo assim vou dá-la a vocês. Quando foi anunciado o novo disco do Pink Floyd depois de mais de vinte anos de hiato, aconteceu aquele fenômeno que é uma maldição na vida de toda grande banda, a expectativa dos fãs. A banda foi sempre muito honesta na divulgação do disco sendo abertos em dizer que era um disco de sobras de estúdio da gravação do disco anterior The Division Bell, também uma homenagem ao falecido tecladista Richard Wright e por fim a última despedida do Pink Floyd. Mesmo sendo fã da banda para mim estava bem claro que a fase áurea do Floyd se encerrou com The Wall, tudo o que veio depois com Waters e Gilmour assumindo sozinhos a liderança da banda, respectivamente jamais chegou aos patamares de originalidade e genialidade musical de antes. Então, quando chegou o anúncio de The E...

Os Descordantes: duas músicas

Um nome interessante na cena musical acreana é a banda Os Descordantes, nome referente ao termo descordo, que era o nome dado ao um específico tipo de trova que discorria sobre paixões não correspondidas, daí você já pode adivinhar o tema principal das canções desse grupo, paixões seguidas de pés na bunda e muita, mas muita dor de cotovelo e tudo isso embalado não em alguma espécie de rock erudito medieval, mas na mais tradicional forma de descordo brasileiro a música brega, o samba e um pop rock melodioso e choroso. Mistura que vem funcionando muito bem ao vivo nas casas noturnas e festivais de Rio Branco e outros estados do Brasil. De fato, a banda inclusive já tem um bom conjunto de fãs, tanto é que organizou um show de lançamento numa das casas mais tradicionais de dança e música brega da capital a Saudosa Maloca lotando lugar. A grande expectativa do ano é o lançamento do primeiro disco da banda Espera a Chuva Passar, que reunirá muitas das canções pop/brega já conhecidas do p...

Alvorecer de um novo sol!

Dez anos se passaram desde 2004, ano em que o Tuatha de Danann lançou seu último disco Trova di Danú, muitas águas rolaram desde então, mas eis que ele voltaram fazendo show ao vivo pelo Brasil e agora solidificando tudo lança duas músicas novas direto na internet para download gratuito! Você pode baixar tudo clicando nesse link http://www.tuathadedanann.art.br/ Tive o prazer de ver essa banda ao vivo aqui no Acre, foi até motivo de postagem por aqui http://seringueirovoador.blogspot.com.br/2009/05/tuatha-de-danann-no-acre.html Achei uma pena quando a banda meio que encerrou as atividades, mas eis que eles resolveram seus problemas, seja lá eles quais tenham sido e voltaram a ativa em plena forma com duas ótimas composições, principalmente We're Back, que transborda energia, nostalgia e olhando sempre para o futuro! Muitos anos ao Tuatha!!!

RESENHAS: Dois livros

O Dia Em Que O Rock Morreu – Andre Forastieri. Esse livro é um epitáfio para o Rock'n Roll escrito por Andre Forastieri, jornalista com gabarito, foi editor da Bizz, fundou a revista Herói e publicou diversos livros e mangás através de sua editora a Conrad, pioneira no ramo dos quadrinhos japoneses no Brasil, enfim um cara com bagagem pra falar de muita coisa, mas aqui o assunto foi Rock, sobre o que ele foi, como morreu e como somos todos um bando de necrófilos por continuarmos nessa teimosia de acharmos que ele ainda é relevante para o mundo. Editado a semelhança de um disco punk, porém conceitual, conceitual porque dividido em quatro partes que se alinham conceitualmente e seriam como lados A e B de um disco duplo, punk porque é livro pequeno, de textos curtos e grossos, daqueles que não deixam a gente ficar indiferente, daqueles que mexem, irritam, abalam suas estruturas, seus conceitos e por que não? Te fazem refletir. Ao mesmo tempo que enterra o rock o livro e...

O ANGRA VEM AÍ!!

Dia 31 de maio a cidade de Rio Branco será palco de um evento inédito quando se fala em Heavy Metal, falo do show da banda paulistana Angra, que durante os anos 90 e início dos anos 2000 foi um dos maiores e mais influentes nomes do metal brasileiro. Após seu sexto álbum “Aurora Consurgens” a banda passou por altos e baixos como: má aceitação do disco, saída de membros, etc., enfim a banda começou a sumir da mídia dando lugar aos projetos paralelos de seus integrantes. Em 2010 foi feita uma tentativa de retorno às atividades com uma turnê conjunta ao lado do Sepultura, também com o lançamento do disco Aqua, mas, por problemas que só os membros da banda sabem totalmente, a química não rolou como antes e, creio, a gota d'água foi fraquíssimo show no lendário festival Rock in Rio, que culminou com a saída do vocalista Edu Falaschi pouco tempo depois. Uma nova tentativa para reativar a banda  está sendo feita com a turnê de 20 anos de aniversário do disco Angels Cry, debut da ...

RESENHA: Anjo Gabriel - Lucifer Rising

Lucifer Rising é o segundo álbum da banda pernambucana Anjo Gabriel, trata-se de uma trilha sonora alternativa para um curta metragem dos anos 70 dirigido por Kenneth Anger. O curta, sem diálogos,  trata de "deuses Egípcios invocando o anjo Lúcifer a fim de inaugurar uma nova era do oculto" (que viagem!), palavras do próprio Anger que inclusive nega que o filme seja psicodélico e ainda por cima desaprova o uso de drogas "Eu acho que drogas são muletas, você não precisa delas para ser criativo". O filme é basicamente uma síntese da contracultura dos anos 70 que flertava com diversas vertentes místicas indo do satanismo à busca pela dita sabedoria oriental, tendo, por isso, cenas filmadas no Egito e nos nos Stonehenge da Inglaterra, além da farta utilização de elementos Egípcios como ideogramas e figuras piramidais, também constam referências à Thelema e a seu mentor Aleister Crowley, que Anger considera um gênio britânico. Não é a toa que esse projeto chamou ate...