terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sobre o cinema alternativo.

Terça Feira, 02 de fevereiro de 2010.

Estou na filmoteca acreana, assistindo a alguns curtas do 2° Festival do Juri Popular, quando escuto a seguinte crítica, vinda de um cidadão qualquer na fileira acima da minha.

"Hoje em dia qualquer coisa vira filme, e é tudo patrocinado isso, ficam gastando dinheiro com esses baitolas que não têm o que fazer"

Esse é o cinema alternativo brasileiro empolgando as massas. Enquanto isso leio no G1 que Avatar chegou a soma de 2 bilhões de dólares, tipo, dinheiro pra cacete, o tanto de dinheiro que resolveria minha vida, mesmo aos 21 anos de idade.

Sinceramente, não posso tirar a razão desse comentário, o cinema alternativo, feito sob patrocinio, através de escolas de cinema, não empolga mesmo. Muitos deles têm histórias confusas, imagem tremida, a maioria tenta passar uma mensagem, mas será que essa mensagem vale realmente a pena? Será que quem assiste vai realmente se sentir realizado em tentar descobrir um sentido nos dialogos e na montagem confusa das cenas?

O grande destaque dessa noite de terça feira foi: A Montanha Mágica, que apesar de ser uma chatisse, tem uma fotografia belíssima, o outro e o melhor da noite foi A Guerra de Arturo, da Massa Real produções, é um filme de vinte minutos, simples, mas bem feito, com uma história interessante, mas sem grandes pretenções, ou seja, um curta de verdade, seus vinte minutos passam com muito mais naturalidade do que os sete gastos em Os Inocentes por exemplo.

O festival continua pelo resto da semana, talvez eu vá assitir algum outro filme, ou talvez eu, simplesmente, continue minha leitura de O Iluminado de Stephen King.

Gildson Góes.

Bem senhores, como podem observar, ou não, estou começando hoje minha nova seção, opinião. Como é relativamente mais fácil comentar o que vejo e escuto no dia a dia, do que ficar inventando histórias, talvez o blog fique mais atualizado. Mas eu disse talvez.
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