quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Caindo a noite (dueto)

O Velho – Este lago e tudo o que você vê, sempre esteve aqui, desde os meus ancestrais! Vede como é bela esta terra. Mas aqui da colina já ouço o som da moto-serra. Lá vem o desenvolvimento.

O Jovem – Mas devemos desenvolver, de maneira racional, de modo que nossos descendentes possam desfrutar desses belos recursos.

O Velho – Onde você vê recursos por aqui meu jovem? Aqui só há natureza. Que deveria permanecer aqui. Olhe, lá se vai o sol.

O Jovem – O futuro está em nossas mãos. Tudo isso deve ser preservado, pelo bem da humanidade, pelo nosso futuro. Assim sempre teremos nossas necessidades atendidas. A natureza proverá, sim proverá ainda por muitos e muitos anos. Iremos desenvolver, sim, mas também iremos preservar, pensando sempre no nosso futuro, no nosso bem. Verdadeiramente esse por do sol é belo.

O Velho – Olhe e veja, há tanta vida aqui, e só nos preocupa a nossa. Como era belo quando eu era jovem. Havia o canto dos pássaros, as águas do rio, os sons da noite, o medo da onça e o gosto da carne de caça, éramos felizes. Não quase nada mais era preciso. Finalmente! A noite chegou. Pelo menos nessa hora não ouvirei o som do desenvolvimento.

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