quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Rainy Days. (e alagação)



Dias de chuva têm sido esses, e o rio sobe, e corre. Sentar-se num banco, filosofar acerca da vida, da morte, da água e tantas outras coisas a se filosofar. E a água sobe aos esgotos. E contemplamos a natureza, bela em águas correntes, com toda sorte de peixes, mamíferos, crustáceos. E água caindo do céu. E água subindo na terra.

Os rios são o berço da civilização, nos deram lares e criaram impérios, agora nos expulsa de seus leitos. A água sobe, os esgotos transbordam os bairros alagam. E continua chovendo. Mais filosofias nos dias chuvosos, mentes pensantes e desocupadas, olhando a chuva sem sair de casa. E as pessoas desabrigadas saem de suas casas.

Fora a parte filosófica, inspirada principalmente pela música do Angra(Single Rainy Night, com as versões de rádio, versão completa e versão instrumental da mesma música, um pouco repetitivo devo admitir), pelo céu nublado, e um certo mendigo vestindo um saco amarelo se banhando ao leito do Acre e sentado ao lado de quem se ama, no leito do Acre, sobre um canoa velha, vendo garotos velejarem alegres e gritantes sobre um balseiro que passava. Isso leva a pensar.

Dias de chuva me deixam particularmente feliz, o tom branco, pálido e frio do céu me deixa de tão bom humor quanto o tom de fogo do amanhecer e o de morte do crepúsculo. E ainda me resta um pouco de força de espírito para admirar o azulão de meio dia do céu de domingão de churrasco. E a chuva.

Os rios foram o berço da civilização da Amazônia e agora eles expulsam periodicamente os habitantes de seu entorno e engole as propriedades pouco a pouco, muitos podem dizer que é tudo culpa da ação humana, pode até ser mesmo, mas também não seria razoável acreditar que o rio já encheu da população?(um toque: isso foi um trocadilho) Sei lá. Isso é filosofia de dias chuvosos. Enfim o rio está aumentando, e se Deus quiser, não haverá alagação esse ano, apenas um belo panorama de rio cheio.

Curioso como me preocupo com isso apenas agora, o ser humano é realmente cartesiano. Já dizia minha professora de meio ambiente.

Então, os batelões, sempre barulhentos andam para lá e para cá, as luzes azuis da passarela ser refletem na água, os jet-skis (escrevi certo?) esquiam para lá e para cá.

E a chuva cai e eu olho. Você olha?

Near

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