terça-feira, 11 de novembro de 2008

As Rosas Vermelhas.

Num dia chuvoso um casal andava vagarosamente pelo parque. Camila e Flavio eram seus nomes. Camila não fazia a mínima idéia do porque deveriam passear naquele frio, ambos molhados e tremendo, não era o tipo de diversão que ela curtia. É aqui, anunciou ele, O que fazemos aqui, perguntou ela. Havia uma bela roseira branca. As flores não murcharam mesmo sob os pingos de chuva. Uma poderosa planta, pensou Camila, e de uma beleza contagiante também. Flávio catou uma rosa e lhe deu. O espinho da rosa cortou seu dedo. Uma gota de sangue caiu e tingiu a pétala de uma flor, mas esta logo absorveu o sangue, e somente o mais perfeito branco restou. Camila estranhou aquilo. Essa flor representa o amor, que nem mesmo a morte pode abalar, falou Flávio, mesmo morta eu a amo. Mas não estou morta, respondeu Camila. E eu não falava de você, ele olhou para a roseira. Você ama uma roseira? Perguntou ela olhando na mesma direção, mal pôde conter o grito, dentro da roseira havia olhos, de um vermelho faminto, braços ensangüentados a puxaram para dentro, os espinhos rasgaram sua carne e a fizeram verter sangue, mas Camila teve certeza que eram dentes que o sugavam. Quando a chuva passou as rosas estavam vermelhas.

Gildson Góes.
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