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Mostrando postagens de 2016

Os discos que mais gostei em 2016

Para não ficar de fora das clássicas listas de final de ano vou fazer uma lista pessoal do que mais consumi em termos de cultura pop esse ano, música, proponho uma lista dos álbuns que mais gostei em 2016 sem pretensão de que sejam considerados os melhores do ano, até porque minha lista abrange basicamente um estilo, o rock/metal, basicamente 90% do que consumo em música. Mas óbvio, a gente flerta com outros estilos também. Vamos lá: David Bowie - Blackstar Bowie fez sua despedida do mundo acompanhado de um grupo de jazz ao som do sax, sete canções, tristes, porém poéticas, todas lindas, um clássico do músico. Gojira - Magma Unindo peso e groove e uma pitada de psicodelia, essa banda francesa faz um trash metal inovador trazendo idéias novas para um estilo que muitas vezes parece estagnado. Jack The Joker - Mors Volta Músicos extremamente técnicos fazem aqui um Metal Progressivo de primeira qualidade, po...

Jack The Joker - Mors Volta

 Metal Progressivo é o nome dado ao subgênero que uniu as experimentações musicais do rock progressivo dos anos 70 com o peso e distorção do heavy metal dos anos 80. Nessa categoria estão juntos bandas com sons tão díspares quanto Symphony X e Opeth, clássicas como Dream Theater e inovadoras como Mastodon. O desafio é agregar ao metal elementos como o jazz, folk e música erudita e daí sair um resultado coeso, o que nem sempre ocorre, fazendo com que o estilo seja conhecido principalmente pelos seus excessos. Porém, o estilo também conta dentre suas características com a habilidade técnica de seus músicos, além da criatividade e inovação de seus compositores. O paradigma do estilo foi definido nos anos 90 por bandas dos Estados Unidos e Europa, embora nunca tenha sido um estilo massificado, conquistou seu nicho de fãs e influenciou diversas bandas ao longo dos anos. O Brasil não chegou a produzir um grande nome no estilo, embora características do prog estejam presentes nas d...

Pink Floyd: os primeiros anos

O Pink Floyd é uma banda de várias facetas. Começou em meados dos anos 60 carregando o nome de dois blues mans, porém fazendo um som psicodélicos que misturava rock, jazz, o próprio blues e várias outras viagens sonoras inclassificáveis. Eram guiados pelo gênio de Sid Barret e ao longo de seus primeiros anos lançaram uma série de materiais que não entraram na discografia oficial da banda. Isso tudo foi antes da fase mais pomposa da banda, que compreende o lançamento de The Dark Side of the Moon à The Wall basicamente, época em que o Floyd se tornou uma máquina de lotar estádios e fazer dinheiro. Época também, dos show grandiloquentes, cheio de efeitos e luzes, que tiveram sua representação máxima nos shows megalomaníacos de The Wall, uma turnê que praticamente acabou com a banda. Essa fase se tornou o rosto do Pink Floyd para o mundo. A época anterior, entretanto, foi bem diferente, shows pequenos clubes, menos dinheiro e menos efeitos, mas muita música e principalmente muita viage...

Música feita de sons e silêncios ou minha homenagem a Leonard Cohen

Leonard Cohen 1934 - 2016 A primeira vez que ouvi a música de Leonard Cohen foi num domingo de manhã, era cedo, estava nos meus afazeres matinais, preparar café, regar plantas, essas coisas... e geralmente gosto de fazer isso ouvindo música, nesse em dia em particular, abri meu aplicativo de streaming e decido ouvir algo que nunca tinha ouvido antes,  um disco de Leonard Cohen, cantor de quem já tinha ouvido falar, mas nunca tinha escutado. Ouvi o disco Can't Forget: A souvenir of the Grand Tour, disco ao vivo de 2015 com registro de vários shows sua última turnê. Ao final da audição, óbvio eu já amava o disco, automaticamente, já tinha virado admirador do músico e por fim, me recriminei por ter demorado tanto tempo para conhecer o trabalho do cantor. Isso não aconteceu há muito tempo, foi nesse ano, na verdade, faz poucos meses. Conheci Cohen já aos 45 do segundo tempo de sua vida, de lá pra cá já dei uma boa vasculhada na discografia do cara, facilidades da internet, a p...

HOLY LAND 20 Anos

  O ano de 2016 marcou o aniversário de um dos meus discos de metal brasileiro favoritos, Holy Land, o segundo disco do Angra. A banda, surgida em 1992, pegou o embalo da vertente metal chamada Power Metal, um estilo mais acelerado e limpo de heavy metal, com vocais mais melódicos e mais agudos, algumas banda adotavam um tom mais épico em suas composições, outras, flertavam com toques de música clássica, dentre esses últimos, estava o Angra. A época formado por Andre Matos, vocal, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro, guitarras, Luis Mariutti, baixo e Ricardo Confessori, Baterias, a banda tinha acabada de encerrar a turnê de seu primeiro disco, Angels Cry. O primeiro disco, aliás, já foi por si só uma grande conquista da banda, power metal com toques de música clássica e que gerou o primeiro, e maior hino do Angra até hoje, Carry On. Quando a banda começou a pensar em seu segundo disco, decidiram, ao invés de repetir a fórmula de seu primeiro disco, inovar mais dentro de s...

Opinião: Stranger Things

Stranger Things, mais recente série do Netflix, já é um sucesso instantâneo na internet, quase uma unanimidade. Acompanhei a série essa semana e me sinto compelido a seguir nessa onda, a série é fantástica. Uma grande homenagem ao cinema de aventura, ficção científica e terror dos anos 80, recheada de referências ao terror de Stephen King, ao cinema de Steven Spielberg, além da cultura pop daquela década em geral, mas vai além disso, é também uma ótima história.  A trama bem amarrada leva você de gancho em gancho através de oito episódio a decifrar o mistério central através de três narrativas: a história de aventura das crianças, a história de terror dos adolescentes e o drama/suspense dos adultos, todos conectados pelo desaparecimento de Will Byers.  As crianças trazem a tona o cinema de aventuras juvenis que colocam seus jovens personagens em situações fantásticas e são focados em valores como amizade e coragem, como já visto em filmes como Goonies e Fica Com...

Desespero / Os Justiceiros

Em meados dos anos 90 Stephen King fez uma dobradinha literária com seu pseudônimo Richard Bachman, lançando meio que ao mesmo tempo os livros Desespero e Os Justiceiros, chamados livros gêmeos, pelo fato de contarem histórias diferentes, mas com os mesmos personagens e a mesma ideia de fundo, possessão humana por uma entidade chamada TAK. Bem, obviamente nenhum dos dois livros virou lá um grande clássico na bibliografia do homem, que podem apostar já fez coisas bem mais interessantes na vida, por exemplo, no mesmo ano de lançamento de Desespero, 1996, ele lançou A Espera de Um Milagre, esse sim um clássico lindo e emocionante! Mas vá lá, ninguém é perfeito sempre, principalmente quando se escreve a ritmo industrial como King! Não há ordem cronológica na leitura dos livros, mas na minha opinião desespero deve vir primeiro, isso porque é maior e mais completo e define o que seria a mitologia do vilão. A motivação inicial é ótima, um casal atravessa o deserto de carro pela r...